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Minha vida de Au Pair – Parte 2

Bom dia povo!

No outro post, comecei a contar a minha experiência como au pair. Parei a história nas dicas em relação as negociações.

Como falei, tive muita sorte, pois a inexperiência fez com que eu sequer tivesse negociado aquelas coisas todas, mas enfim, deu tudo certo.

Recebendo a ligação…

Foi em um dia na metade de maio, que recebi o contato daquela que seria a minha futura host family (famiília hospedeira). Eu estava bela e formosa tirando uma soneca de tarde, após chegar do meu trabalho no hospital. O telefone tocou, e eu atendi com aquela voz de sono, e para minha surpresa, do outro lado era a Melissa no telefone.

A Melissa sempre foi muito prática, então ela falou brevemente sobre as crianças (nome e idade), explicou que trabalhava como fisioterapeuta de atletas, e que o marido (George) era professor de educação física e técnico do time de futebol americano de uma high school (escola de ensino médio). Nesta ligação ela disse que eu acordaria, arrumaria as crianças para a escola, serviria o café da manhã, faria o lanche almoço, arrumaria o quarto delas, lavaria as roupas e acompanharia nas atividades extra curriculares. Perguntou se eu já tinha carteira de motorista, e se eu tinha interesse. Eu naquela ansiedade louca disse que sim. Ela ficou de me mandar mais alguns e-mails com informações. Fiquei aliviada, porque apesar de ter melhorado muito meu inglês depois de começar a frequentar o Portella, eu ainda ficava nervosa para falar no telefone. Escrever seria bem mais fácil.

Ela me mandou o e-mail. Nele ela explicou melhor a rotina da família, o que as crianças gostavam de comer, me falou sobre o cachorro, e ainda mandou várias fotos.

Neste e-mail ela perguntou se eu queria fechar com ela. Isso me soou um pouco desesperado da parte dela. Sei lá, se eu fosse escolher uma babá para morar na minha casa, acho que faria mais um milhão de perguntas, mas vai saber né?! Ela me contou que eu seria a quinta babá em cinco anos. Ela já havia recebido uma sul africana, duas alemãs, e uma brasileira, que havia sido a última, e que esta não havia ficado o ano inteiro, e que isso a deixou desprevenida (nessa hora entendi o desespero).

Quanto aos anjinhos… Alexis e Jack, um casal de gêmeos de 7 anos, e A.J. (Anthony James) de 4 anos de idade.

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Levi (black lab), Jack e eu.

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Eu, Aj e Alexis, a gente tinha acabado de escovar os dentes.

A cidade era Cincinnati, no estado de Ohio.

Depois de todas essas informações, aceitei. No mesmo dia ela me pediu o meu endereço para me enviar a apostila com as normas de trânsito, para que eu pudesse tirar a carteira de motorista americana assim que chegasse.

Um novo susto…

Bom depois de fechar, eu não sei bem o que eu pensava. Sabia que tinha que correr para tirar o visto, mas antes a agência precisava me mandar alguns formulários para pedir a modalidade J1 (é o tipo de visto pra au pair. 1 ano de trabalho/intercâmbio + 1 mês de turismo, podendo ser estendido para mais 1 ano).

Assim que eu aceitei, esperava que fosse demorar uns 2 ou 3 meses pra ir, só que não! Assim que eu aceitei, um dia depois minha host já me passou a data do embarque, 17 de junho! Nossa eu tinha um mês para pedir demissão e cumprir aviso prévio, fazer o visto e arrumar as malas. Meus pais também foram tomados pela ansiedade.

O visto

Acho que todo mundo fica nervoso quando vai pedir o visto. Eu fiquei bastante. Naquela época o Brasil vivia uma intensa crise aérea. Dia sim dia não havia atraso nos vôos, problemas de greve… Uma loucura.

Minha entrevista estava marcada para meio dia lá em São Paulo. Acordei cedo e peguei o primeiro voo para o aeroporto de Congonhas. Estava morrendo de medo de atrasar. Lá um amigo do meu pai foi me buscar, e me levou até a embaixada. Deu tudo certo, o oficial fez algumas perguntas, do tipo: Você fala inglês? Pra onde você vai? Onde vai ficar? Qual o nome da família? Quantas crianças você vai cuidar? Boa viagem! OPAAA!!! Deu certo, ele aprovou meu visto.

Na hora de voltar é que foi o bicho. Eu tinha plantão no hospital as 7:00 da manhã do dia seguinte, por isso marquei o retorno para o mesmo dia as 18:00, masss a sorte que eu tive na ida não se repetiu na volta. Aconteceu de tudo. Depois de um atraso de mais de 5 horas, resolveram levar todos que estavam no mesmo voo que eu, pro aeroporto de Cumbica. E lá ficamos mofando até as 6:30 da manhã do outro dia. Dormimos no chão da sala de embarque. Perdi meu plantão…

O grande dia

Eu como pessoa bem tranquila que sou, deixei pra terminar a mala antes de ir pro aeroporto, mas tudo bem. Me despedi da família e foi aquele chororô.

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Minha mamis Maria, minha vó gatona Dona Edit, e meu pai Flávio

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Maninha Flávia

A Au Pair In América, costuma fixar algumas datas de embarque todo mês. Isso porque, existe um treinamento de 3 dias em Connecticut, bem pertinho de Nova York. O objetivo é ensinar técnicas de primeiros socorros, condutas dentro da família, normas do programa, e etc… Sendo assim a hora que eu cheguei no aeroporto de Guarulhos encontrei várias meninas da agência que iriam embarcar no mesmo voo que eu. Inclusive estávamos com a mesma camiseta fornecida pela agência. Isso facilita pra eles nos encontrarem na chegada do aeroporto.

Meu voo teve como destino Chicago, e depois pegamos uma conexão para Newark -NJ. Depois de longas horas de voo e da conexão, um ônibus lotado de babás extrangeiras, com camisetas pink, partiu rumo ao hotel em Connecticut.

O treinamento

No hotel ficamos em quartos triplos. No meu quarto tinha uma menina sueca, e uma sul africana. Aí já começa o aprendizado do inglês em imersão. O treinamento é bem cansativo, ainda mais para quem tem o inglês básico (imagina ficar o dia todo em uma palestra em outro idioma e entendendo uns 30%). A noite estávamos sempre acabadas, mas mesmo assim no primeiro dia após a palestra da tarde, já quisemos nos arriscar, e pegamos um trem pra NY. Destino, Times Square.

00024Times Square – 18 de junho de 2007

Após o treinamento de 3 dias, fomos fazer uma excursão por NY. Fomos ao Lincoln Center, ao Top Of The Rock (um dos arranha céus com uma vista maravilhosa para o Central Park), Times Square, World Trade Center ( que na época ainda estava sendo reconstruído),e por fim paramos em um local onde podíamos ver a Estátua da Liberdade (bem pequena de longe, fiquei meio decepcionada na verdade).

No dia seguinte nos despedimos das novas amigas, e fomos encaminhadas cada uma ao seu aeroporto, rumo a casa das famílias.

Eu tinha dois voos. O primeiro era Laguardia para Michigan,  e o segundo Michigan para Cincinnati. Masss nem tudo é perfeito. Choveu muito, o primeiro voo atrasou, perdi a conexão do segundo, e dormi no aeroporto. Mais uma vez a falta de preparo e informação. Eu poderia ter ido para um hotel as custas da companhia aérea, massss, como eu estava cansada, falava pouco o inglês, e não tinha levado relógio nem celular (sim, sou doida) fiquei com medo de me atrapalhar, perder a hora e perder o novo voo… Sim chorei… Fiquei insegura, e fiquei muitas horas pensando se havia feito a coisa certa. Insegurança boba…

Eis que enfim chego a Cinci, e minha host está me esperando no sala de desembarque…

Continua num próximo post…

Beijos

Ana Artuso

 

 

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