Imigração

Pesquisando nossas origens com a ajuda da árvore genealógica

Ciao a tutti!

Alguns países, como a Itália por exemplo, concedem a cidadania no caso de “Jus Sanguinis”, o que quer dizer “direito de sangue”. Ou seja, quando você consegue provar através de documentos que a origem de sua família é do país em questão.

Bom, embora pareça algo simples, reunir toda essa documentação não é nada fácil. Ainda mais quando estamos falando de documentos de três gerações para trás. Mas não vamos nos desesperar não é mesmo?

E afinal, por onde vocês começaram, Flávia?

Bom, no nosso caso, nós começamos entrevistando a família toda. Primeiramente consultamos nossa vovó, a dona Edit Francescato. Fizemos ela queimar as pestanas para lembrar o máximo de informações sobre o pai dela, o biso Candido. Aí você vai pensar, quem não sabe a data de aniversário do próprio pai? É meu bem, antigamente as coisas eram diferentes. Para começar que as pessoas tinham muitos filhos, e não havia tanto tempo para dialogar com cada um. Além disso, a maioria dos imigrantes eram pessoas humildes, que passavam horas trabalhando para sustentar todos os filhos. Quando chegavam em casa e era janta e cama. No caso do meu bisavô, desconfio que nem ele mesmo sabia a data de nascimento correta dele. Os documentos se extraviaram no navio provavelmente (digo isso porque hoje estou tendo que corrigir vários documentos, pois cada um consta uma idade diferente).

arvore-genealogica

Resumindo, tudo que minha avó sabia é que ele havia chegado ao Brasil pequeno, segundo ela com 8 anos. Ela achava que ele fazia aniversário no dia 03 de maio, mas isso também já nem tinha certeza.

Próximo passo, conversar com as irmãs dela. Bom, minha avó teve 13 irmãos, alguns já faleceram, mas as mais novas estão todas “vivinhas da silva”. Saímos ligando pra todas, e sim tem que ter muita paciência, idoso adora conversar. Nessa hora não dá pra ser interesseiro, tem que ligar e ficar tricotando horas no telefone, mas acaba sendo um prazer, porque é cada babado história que você descobre.

Houveram várias informações desencontradas, mas aí, com as informações que tínhamos em mãos, tivemos a ideia de montar uma árvore genealógica para organizar as ideias. E aí vem o pulo do gato minha gente, porque isso ajudou demais. Encontramos um site, o My Heritage (www.myheritage.com), onde você monta sua árvore genealógica e ele cruza as suas informações com as de outras árvores. Se as informações baterem, o site pergunta pra você se você acha que se trata da mesma pessoa. Com isto conseguimos descobrir o nome de vários parentes, inclusive de gerações ainda mais distantes provenientes da Itália. correspondencias

Neste site também encontramos contatos de parentes que a gente sequer conhecia. Conversando com um deles (valeu Guilherme Francescato) descobrimos que ele já havia descoberto de que comuna o biso era.

No site existem diferentes planos. No plano gratuito você consegue adicionar até 250 pessoas e em cada pessoa informações como nascimento, casamento, falecimento, mudanças de nome e fotografia. Porém as informações dos outros usuários é bem restrita. Os planos pagos oferecem muitas outras opções, só que o preço é meio salgado. Porém, como quem tem boca vai a Roma, uma vez que descobrimos o nome dos parentes no site, fomos atrás deles no Facebook e deu tudo certo!

Todo esse processo de busca, aliado ao site My Heritage, ajudou muito. Eu e a Ana finalmente conseguimos ligar para a comuna e perguntar a respeito da certidão de nascimento. Pois agora sabíamos o nome dos nossos trisavós e em qual igreja nosso bisavô foi batizado. Não sabíamos a data de nascimento, mas ficou mais fácil, e sim, a comuna encontrou o documento! EBAAA!!!

Resumindo, a saga começa com uma bela investigação, e organizar esses dados é super importante. Depois disso vem a procura dos demais documentos, mas isso fica para um próximo post!

Espero que tenham gostado deste post. Se tiverem dúvidas ou sugestões é só postar no comentário que nós responderemos tão logo seja possível!

Arrivederci!

Flávia

 

 

 

 

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